terça-feira, julho 29, 2008

Orkut, Dahmer, Funk, Nietzsche e Álcool. Tudo a ver.


E aí, galera?

Sentiram saudades? Espero que tudo esteja bem com todo mundo.

Sumi, sumi mesmo ( como se meus 2 fiéis leitores não tivessem percebido ). Nossa, aconteceu tanta coisa, algumas publicáveis, outras totalmente impublicáveis. Mas, o que é importante saber é que estou bem e bebendo na mesma proporção ( “O whisky é o cachorro engarrafado” - Vinícius de Moraes ).

Bom, pra quem interessar possa, saí de Paulínia/SP em março de 2008 ( nossa, quanto tempo sem postar PRN – PoRra Nenhuma – desde 04 de fevereiro de 2008 ), estou trabalhando em Campos, Macaé e Itaperuna. Tentando ler alguma coisa significante, conhecer gente significante e tomar atitudes significantes, mas, tá difícil ( ou de ficio, como diz minha amiga - http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=15599698086155697491 – corram antes que ela mude ).

Vocês devem estar se perguntando: “Poxa, o Eduardo teve a maior dificuldade pra encontrar um perfil com tão maravilhoso nível cultural.”. É aí que você, caro leitor, se engana... Tente fazer uma busca no Orkut pelas seguintes palavras: [sic] sorrizo, felisidade, onestidade, umildade, esperansa, maudade e saldade [/sic] ( “palavras” sugeridas pelo Fernando ODB em www.orkutdebebado.blogspot.com – naveguem por lá e preparem seus corações pras coisas mais esquisitas, totalmente sem gosto estético e sem noção ).

Utilize esse artifício quando estiver em um dia que nada deu certo, o stress continua a toda e você está querendo matar alguém, verá que a felicidade retornará pro seu lado e quem você quererá matar serão os infelizes acéfalos que possuem os perfis que o Orkut te mostrará.

Ah, você também verá que até aquele seu amigo também estará relacionado ( ou o amigo do amigo ), faça a busca e veja o quanto a leitura faz falta em nossa vida. O mais engraçado não é o cara fazer errado, é ter orgulho de fazer errado. Jesus, tomei cada susto.

Debatendo com uma amiga, disse que iria acabar com meu perfil, mas, o manterei justamente pros momentos de stress, que disse a vocês logo acima ( e tenho vários momentos assim ).

O André Dahmer ( www.malvados.com.br ) já havia percebido o rumo cultural do Orkut, é dele a tira que ilustra esse post.

Preservo demais o que leio e o que ouço ( dize-me o que ouves e te direi quem és ) e pensei que essa explosão de criatividade e genialidade deveria ser por causa do que não é lido e pelas músicas escutadas pelos donos de tão abençoados perfis, que só devem ouvir as músicas de facílima assimilação ( leia-se axé, pagode, funk ), mas, peraí... Eles não ouvem funk.

Digitei no Google a palavra FUNK, marquei a opção “Páginas do Brasil” e qual não foi minha surpresa ao constatar que só encontrei uma menção ao Funk real lá pela 4a página, em uma nota sobre o grupo Funk Como Le Gusta ( muito bom, por sinal ).

Também há uma página da SuperInteressante ( http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_175286.shtml – leiam, vale a pena ), de onde só tirei uma citação do compositor erudito russo Igor Stravinski proclamando que a história da música poderia ser resumida em três Bs: Bach, Beethoven e Brown. Creio que, só por aí, dá pra sentir a real importância do Funk ( favor NUNCA confundir com esse cúmulo da pobreza musical, martelado em nossos ouvidos todos os dias por onde quer que se passe ).

Procurem por: Earth, Wind & Fire; Sly & the Family Stone; James Brown; Aretha Franklin; Parliament; The Brothers Johnson; The Blues Brothers e sintam o real poder e peso do Funk.

Tentem ouvir ( parece óbvio, mas, muita gente escuta e não ouve ) o que está sendo tocado. Ajudará a construir uma personalidade.

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Bom, galera, estava devendo um post, tentarei ser menos ausente ( pela enésima vez, prometido ).

Escrevam, gosto de ler o que me deixam de lembrança. Ajuda a motivar ( ou desmotivar ).

Ah, como dizia Zaratustra: “Eu sou um anteparo na margem do rio. Que me agarre quem puder me agarrar. Mas não sou vossa muleta.”.

Abração a todos e um beijão pras meninas que me lêem aqui ( um beijo ainda maior pras que me escrevem ).

Até a próxima.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Aviso aos Navegantes II - A Missão



Fala, galera.
Mais de uma década sem postar, nem direi mais nada a respeito disso.
Mas, pra quem não sabe, estou morando em Itaperuna/RJ e trabalhando em Paulínia/SP, e lá é longe bagaray. Normalmente, isso não seria desculpa, já que estou com o note e uma conexão muito boa, mas, os bares continuam perto, as baladas continuam perto e o tempo continua escasso.
Mas, deixa isso pra lá, vamos ao que interessa...
Geralmente converso com uns amigos sobre a fragilidade dos relacionamentos atuais e alguns ficam indignados com minha visão, eu seguia sozinho com minha bandeira, até que encontrei alguém (de peso) que compartilha dos mesmos pontos de vista.
Parece brincadeira, mas tratem MUITO bem suas mulheres (algumas não merecem tratamento, mas é só não ter nada fixo com elas), o índice de maridos traídos aumentou assustadoramente nos últimos dias e eu sempre acreditei que os maridos são os maiores culpados disso.
O texto abaixo foi extraído do blog da Erika ( http://erika-credo.blogspot.com ), que achei magnífico, estudarei mais algumas coisas de HTML, JavaScript, PHP e MySQL e um dia estarei o mesmo nível que ela.
Lá vai...

Mulher não trai, apenas se vinga!

EVITE SER TRAÍDO (Arnaldo Jabor)

Você, homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o 'nível' intelectual, cultural e, principalmente, 'liberal' de sua mulher, namorada etc... Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais - 'corneado'.
Saiba de uma coisa... Esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça - ou então -assumir seu 'chifre' em alto e bom som.
Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma 'mulher moderna'?
A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa,companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e de correr pros seus braços.....
É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...
Assim, após um processo 'investigatório' junto a
essas 'mulheres modernas' pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', ao menos que:
- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura.
Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'...
Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'.
Se não for a sua meu amigo...
Bem...

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 30 aos 48 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens... Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? - Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS 'comedor' do que você..... só que o prato principal, bem... dessa vez é a SUA mulher. - Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... já foi. - Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - 'dar uma', para depois, virar de lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência'. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'... Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!! Quem não se dedica, se complica.' Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA!!!

Bom, gente...
Textos assim me ajudam a sempre postar alguma coisa, enquanto a inspiração não retorna (ela não envia nem um telegrama...).
Abraços a todos e um beijo enorme e especial a todas as mulheres que conheço.

Ah, tava esquecendo... estou tentando iniciar uma nova era tecnológica nesta minha casa, estou tentando ligar os dois micros, o note e meu celular em uma rede mista (cabo e wi-fi), depois posto os equipamentos utilizados e macetes encontrados.

Fui...

sábado, outubro 20, 2007

Vivendo e não aprendendo.


Fala, galera.

Nem comentarei do tempo que se passou...

Estou MUITO longe de casa, ralando no interior do estado de São Paulo, na melhor das hipóteses (avião e busu), são 9 (nove) horas de viagem, a opção intermediária fica em torno de 14 (quatorze) horas de viagem e, na pior condição, dão 20 (vinte) horas de viagem. Ninguém merece isso realmente.
Postei porque o tempo tava passando e eu corria o risco de perder minha conta aqui no Blogger.
Tem tanta coisa pra escrever, tantas coisas aconteceram e outras tantas acontecerão.
Muito disto se deve ao título deste post.
É o segundo disco do Ira!, maravilhoso, compensa (e muito) ser ouvido.
Eu o ouvia quando tinha 14 anos e sempre tocava a música XV Anos e eu pensava: "Poxa, nem tenho 15 ainda, que merda...". Hoje meu filho tem 16, ninguém merece.
Pra quem interessar possa, taí o link pra baixarem esse disco: http://w11.easy-share.com/746674.html
Este post é rapidinho, só pra saberem que não morri.
Abraços a todos e um beijão pra meninas.
Fuiz (espero escrever mais dentro em breve)...
Post pra galera:
J. R. Ewing
Sgt. Peppers
Fatal Blondie

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Take the red pill, Neo - Part I

Post pra ser lido ao som de Bob Dylan - Love minus zero - No limit
E aí, galera? Tudo firme neste carnaval? Pularam bastante? Beberam bastante? Usaram bastante camisinhas? Esperamos que sim, mas, vamos ao que interessa...

O negócio é o seguinte...
Ontem (20/02/2007) eu trocava uma idéia com minha norinha linda pelo MSN, debatíamos sobre filmes e eu falei sobre a minha admiração ENORME pelo The Matrix, de 1999. Percebi que a adoração de todos os que já conversaram comigo a respeito do filme se resume aos efeitos especiais, às lutas maravilhosas de Kung-Fu, à temática futurista e às roupas de couro maravilhosas, mas, algo mais ficou pra trás, podemos relacionar neste item: a Filosofia, as religiões, o Processamento de Dados, a Matemática, Lewis Carrol, etc.
Pensando nisto, decidi fazer uma série de posts sobre o que acho interessante no filme, não sei quantos posts serão, mas, se estiver ficando chato, avisem.
Achei que deveria começar esta série de posts falando sobre processamento de dados, mas, pra incitar (ou excitar), seria interessante frisar uma ponta filosófica importantíssima no filme. Vamos nessa?
Eu não sou filósofo, mas, comecei a ler alguma coisa sobre Filosofia lá pelo ano 2000 ou 2001, achei tudo interessantíssimo, tão interessante que tenho vários livros (não consegui ler nenhum até agora, só trechos, mas, tá bom, um dia termino algum).

Segue abaixo um trecho do livro A República, de Platão, que mostra um diálogo entre Sócrates e Glauco, leiam e observem...

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Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.

Glauco - Estou vendo.

Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.

Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.

Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?

Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?

Glauco - É bem possível.

Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco - Sim, por Zeus!

Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.

Glauco - Assim terá de ser.

Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?

Glauco - Muito mais verdadeiras.

Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?

Glauco - Com toda a certeza.

Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?

Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.

Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.

Glauco - Necessariamente.

Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.

Sócrates - Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?

Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?

Glauco - Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?

Glauco - Por certo que sim.

Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?

Glauco - Sem nenhuma dúvida.


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Sentiram o drama?
Mas, vamos ao que nos interessa...
O texto abaixo é uma adaptação de um texto extraído da revista SuperInteressante, nº 188, de maio de 2003.
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Tudo é um computador

Qualquer coisa pode ser um processador. Jogue uma moeda para o alto e você terá um tipo de informação - cara ou coroa - que poderá ser traduzida de infinitas formas: ganhar ou perder, sim ou não, zero ou um, existir ou não existir. Cada opção é igual ao tipo mínimo de informação utilizada pelos computadores - os bits - e, ao modificá-la, podemos dizer que a moeda está processando dados.
Agora imagine o movimento de cada átomo que existe no Universo. Ele também se desloca no espaço, oscila entre um número de estados possíveis e, desta forma, funciona como um processador. Tudo o que existe no Universo segue esta lógica. Você e o monitor à sua frente, só por existirem, por evoluírem com o tempo, estão processando informação. O Universo é, na verdade, um enorme computador.
O físico John Archibald Wheeler, criador do termo buraco negro, pesquisou idéias como essas ao longo dos anos 80 e concluiu que, em nível ainda mais básico do que quarks, múons e as menores partículas que conhecemos, a matéria era composta de bits. "Cada partícula, cada campo de força e até mesmo o espaço-tempo derivam suas funções, seu sentido e sua existência de escolhas binárias, de bits. O que chamamos de realidade surge em última análise de questões como sim/não.", afirmou Wheeler em uma palestra feita em 1989. É como se, em um determinado nível, a matéria se tornasse tão pequena que tudo o que sobra é a informação (Olha que interessante). "A teoria descreve fenômenos tão básicos que talvez nem seja possível um dia testá-la, mas, existem pesquisas muito sérias sendo feitas nessa área.", afirma o físico Paulo Teotônio Sobrinho, da Universidade de São Paulo.
A teoria deu origem à ciência da física digital, que possui uma maneira bem peculiar de descrever os fenômenos. Quando, por exemplo, um átomo de oxigênio se junta a dois de hidrogênio para formar água, é como se cada um usasse as questões do tipo sim/não para avaliar todos os possíveis ângulos entre eles até optar pelo mais adequado.
No final, a impressão é que os átomos fizeram uma simulação dos processos físicos. Se tudo for mesmo feito de bits, o Universo poderá ser uma enorme simulação, muitas vezes mais potente que a Matrix. É preciso um enorme poder computacional para rodar todos esses processos, o que inspira os cientistas a construir computadores quânticos capazes de aproveitar grande parte dessa potência.
Uma questão que surge então é que tipo de programa o Universo estaria rodando. É possível que o software de todas as coisas seja simples, com talvez não mais que quatro instruções repetidas muitas vezes. Quem afirma é Stephen Wolfram, um físico que completou seu doutorado aos 20 anos, com 27 criou o bem sucedido software Mathematica e se tornou milionário. Dedicou então os últimos 15 anos para desenvolver sua teoria, divulgada em 2002.
A idéia é simples: faça uma linha de quadrados e pinte um deles de preto. Desenhe outra linha igual embaixo e, na hora de colorir, invente regras simples, como deixar pretos somente os espaços que tiverem uma outra célula escura na diagonal superior. Repita a operação milhares de vezes. Dependendo do caso, é possível construir imagens de enorme complexidade com apenas três ou quatro regras. A figura que ilustra este post, utiliza sete instruções para formar padrões que surgem e interagem de forma bastante complexa.
O Universo poderia funcionar da mesma forma, com regras simples elaboradas no início dos tempos, repetidas até gerar todas as coisas que conhecemos. Assim como a figura ali em cima, seríamos apenas padrões interagindo com compexidade. Apesar de ter causado um grande alvoroço, grande parte da comunidade científica não está convencida de que a regra de Wolfram seja universal. Portanto, uma Matrix que simulasse todo o nosso universo, com certeza, precisaria de um enorme processador. Resta saber se necessitaria de um software sofisticado.
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Vislumbraram o cenário?

Por isso que este filme é excepcional, ele faz parte de uma lista interminável que considero essencial, segue abaixo um trecho dela:

Relação de coisas que ajudam a pensar:

  1. The Matrix;
  2. Bob Dylan;
  3. Jimi Hendrix;
  4. Cachaça, açúcar e limão;
  5. Alan Moore;
  6. Mulheres inteligentes.
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Continuando nossa maravilhosa lista, segue abaixo mais um álbum pra vocês procurarem e/ou conhecerem e/ou adorarem (tudo chupado do post anterior - Ctrl+C e Ctrl+V - ou vocês acham que eu iria digitar toda essa frase de chamada novamente?):
#4 Ryan Adams - Heartbreak
ano: 2000
Top 3 Hits: "To be young", "Oh my Sweet Carolina" e "Come pick me up".
Disco irmão: Paul Westerberg - 14 songs (1993)
Disco pai: The Replacements - Tim (1985)
Disco filho: Ryan Adams - Gold (2001)
Para quem gosta de: Dor de cotovelo, violão, gaita e fogueira no deserto do Alabama.
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Poxa, isso me lembrou uma das aventuras de Copacabana.
Eu estava tocando violão num churrasco no hotel onde estamos hospedados e um hóspede nos despejou com a alegação de querer dormir, só porque já era quase 23h30min de uma quinta feira, absurdo. Fomos pra um bar em uma das esquinas de Copa e a polícia nos convidou a vazarmos fora, daí fomos pras areias de Copacabana. Vida boa. Cerveja gelada, mulheres bonitas, violão, gaita e muita disposição. Acho que estafarei.
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Tive minhas orelhas puxadas por e-mail, então agora tenho que mandar um beijo especial pra um monte de gente.
Segue a lista...
  1. Cléo Fidel;
  2. Cléo Fidel (2x);
  3. Luana;
  4. Narinha;
  5. Meiri;
  6. Paulinha;
  7. Paulinha Rios;
  8. Mandy (especial mesmo, só pra ela saber que nos importamos com ela)
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Abraços a todos, beijos pras meninas.

Até o próximo post.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Klaatu Barada Nikto


Fala, galera.
Não apresentarei as desculpas de sempre, vocês estão carecas de saber que o tempo não gosta muito de me acompanhar.
Gente, tanta coisa mudou, acho justo repassar tudo pra vocês, então vamos lá...
Bom, quem me conhece sabe que sempre fui avesso aos empregos públicos, ainda estou formando opiniões contrárias ao que eu pensava, mas, não é fácil mudar repentinamente, pois bem, a vida que eu levava era maravilhosa, podia beber cerveja a qualquer hora do dia, podia fazer o que eu quisesse a qualquer momento, mas, tinham os reveses: altíssima inadimplência (altíssima mesmo, certezas de receber eram quase nulas), preços cada vez menores, concorrência desleal, era uma loucura total, tinha que matar 50 leões por dia, a coisa era brava mesmo.
Um belo dia, acordei e pensei: "Quer saber do mais? Foda-se todo mundo. Vou parar de me martirizar por pouca coisa.". E foi o que fiz. Estou escrevendo esse post em uma lan em Copacabana, bairro do Arnaldo Jabor, às vezes percorro as ruas procurando alguma que tenha sido citada em seus contos, hospedado num hotel legal, cama enorme, TV a cabo, serviço de quarto, etc e tal, cheio de parangolés.
Vocês pensarão: "Cara convencido bagaray... Vem tirar onda pra cima da gente.", mas, o que quero afirmar é o seguinte: Temos uma tendência enorme à acomodação, sempre queremos resultados diferentes fazendo a mesma coisa. Jogue tudo pro alto, mande alguém pro inferno, mande tomar em outros lugares, faz um bem danado e aumenta a confiança.

Um brinde à nova vida nova.
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Essa título do blog parecerá altamente identificável a uns e totalmente desconhecido por outros, é para os outros que escrevo.
Eu adoro um bom filme, às vezes vou beber uma cerveja na lanchonete de um amigo e ouço os comentários da galera: "Hoje vai passar um filmaço...", sempre me decepciono com o que vem depois de comentários deste tipo, tipos canastrões do naipe de Chuck Norris, Dolph Lundgren, Steven Seagal, Lorenzo Lamas, etc e tal. Como detesto filmes assim, vazo fora na mesma hora.
O texto abaixo foi extraído do site Poppycorn ( www.poppycorn.com.br ).

"Sam Raimi põe esta frase ininteligível, aí do título deste texto, na boca de um de seus personagens numa cena de “Uma Noite Alucinante 3”, num arroubo de bom humor e também num gesto de homenagem a um dos filmes mais cultuados da ficção científica: O Dia em que a Terra Parou.
Dirigido por Robert Wise, em 1951, o filme é agora lançado pela Fox, numa versão em DVD ( 92 minutos, P&B, R$ 35 reais em média, com extras) que suprirá uma lacuna muito importante para quem quiser entender o que foi o gênero nos anos da guerra fria. Apesar de chegar “malhado” pela ausência de ótimos extras, que fazem parte do lançamento nos Estados Unidos, mesmo assim é obrigatório ser visto.
Robert Wise morreu recentemente, no dia 14 de setembro último, e deixou um legado respeitável para a história do cinema. Foi montador de “Cidadão Kane”, dirigiu “Amor Sublime Amor”(1961), “A Noviça Rebelde”(1965) e “Jornada nas Estrelas, o filme”(1979), e realizou O Dia em que a Terra Parou, baseado num roteiro de Edmund H. North (Patton, Rebelde ou Herói), inaugurando as produções classe “A” de estúdio, que gerou a onda de filme sci-fi nos anos 50. Passados exatos 54 anos, o filme continua surpreendentemente bom, e se deixa ver não por sua temática alienígena, mas por sua abordagem filosófica sobre a humanidade.
Uma espaçonave em forma de disco sobrevoa a Terra e faz seu pouso em plena Washington, apavorando a todos com o enigma que a cerca. Depois de se ver rodeada por todo tipo de gente, exército e imprensa em destaque, sai dela o alienígena Klaatu (Michael Rennie) tendo o imponente robô Gort como guarda-costas. Depois de tentativa de contato, a truculência humana impera e Klaatu é atingido por um tiro. Gort neutraliza as forças armadas com um raio saído de seus olhos, sem matar ninguém. O alienígena vai parar num hospital onde revela sua missão: é portador de uma importante mensagem a ser transmitida aos líderes da humanidade, de que uma possível guerra atômica destruiria não só a Terra mas desequilibraria todo o Universo. Com a notícia de que nenhum líder o receberá, Klaatu foge e se mistura às pessoas, acabando por se instalar numa pensão onde conhece a jovem Helen (Patrícia Neal) e um cientista importante (Sam Jaffe) que lhe oferecem ajuda. Mas o tempo é curto e o alienígena tem que cumprir sua missão, e demonstra publicamente seu poderio suspendendo a energia da Terra por alguns momentos. Termina alvejado mortalmente pelo exército e a frase “Klaatu Barada Nokti” é dita como uma ordem ao robô, que o recolhe à nave. Mesmo assim, contado aqui quase em resumo total, o filme guarda surpresas às quais me omitirei em respeito ao leitor. A parte não dita é justamente o apelo principal do filme, que são as questões éticas que permeiam esta história messiânica.
Muitas coisas são interessantes de se notar. O robô Gort ocupa um lugar privilegiado. Observador imóvel de tudo que acontece, está sempre pronto a proteger seu mestre, agindo de acordo com os preceitos da Lei da Robótica, anunciada por Isac Asimov. Outro aspecto é a análise que o filme faz de duas das maiores psicoses dos anos pós-guerra, que foram a ameaça atômica e a aparição contínua de discos voadores. Ambos assuntos são as molas mestras da roteirização, que deu ao diretor Robert Wise o Globo de Ouro em 1952.
O argumento desta obra prima é tão forte que mesmo os efeitos especiais usados na época, hoje meio ultrapassados, não comprometem o todo do filme. Muito pelo contrário, eles resistem bem ao tempo e se transformam numa espécie de referência para a avaliação sobre o uso exacerbado da tecnologia de efeitos especiais em filmes atuais, que não resistem a 6 meses de sobrevida, esmagados que são por historietas frágeis e inconsistentes.
O lado musical do filme também criou, direta ou indiretamente, referenciais importantes. A trilha do poderoso Bernard Herrman contou com o uso do teremin, instrumento eletrônico que fazia sucesso na época, criando uma sonoridade que seria repetida em muitos outros filmes, associando o “assovio tremido” típico do instrumento a tudo que se referia ao espaço sideral. Basta ver a trilha de “Marte Ataca”, de Tim Burton, para entender isto. Outras curiosidades “musicais” valem a pena serem destacadas, só para confirmar a importância deste filme na vida de muita gente. Ringo Star colocou-se na porta do disco voador, junto com o robô, na capa do seu disco “Goodbye Vienna”. Raul Seixas gravou uma música chamada exatamente “O dia em que a terra parou”. Nasceu um grupo, nos anos 70, chamado Klaatu, onde se acreditava ser, nada mais nada menos, do que os Beatles, reunidos anonimamente após o término oficial da banda. E por aí seguem outras histórias curiosas.
Finalizando, é uma obra a ser vista, já que foi paradigma para futuras produções, desde “Contatos Imediatos do 3o Grau” a “Independence Day, passando pelo “ET, o Extra Terrestre”, e faz um interessante reforço a relatos de muita gente que diz que foi abduzida por “aliens” e confirmam que eles comentam que temem pela nossa auto-destruição.
Pelo menos eles, né?"
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Infelizmente esta postagem não contará com nossa lista dos 100 discos que você precisa ter... pra não passar vergonha.
Meu livreto informativo está em outra cidade, quando eu chegar lá (previsão mais otimista: 16/02), atualizarei novamente.
Ok?
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Um abraço pra todos que lêem isso aqui e um beijo especial pra Mandy, a baixinha mais invocada da faculdade, ela se faz presente mesmo de longe.

Fui...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O país é jovem, mas, aqui roubamos que nem gente grande.


Fala, galera incansável, que aguarda com todas as esperanças por um novo post a toda vez que abre este periódico sem nenhuma periodicidade.
Aproveitei que não estou fazendo PRN ( PRN = PoRra Nenhuma ) pra escrever alguma coisa, as pessoas ( só 2 leitores ) me param pelas ruas pra saber quando o blog terá alguma atualização, me lembrei de um quadrinho da Marvel, The Ultimates ( Os Supremos, aqui no Brasil ), que também saía sem nenhuma periodicidade, mas, claro que a qualidade do Tasqueopariu é infinitamente maior que The ultimates (quem dera...).
Bom, vamos lá.
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Gente, há tempos eu lia as aventuras do Malvadão e do Malvadinho, até que fiquei sabendo mais sobre eles, são criações do André Dahmer, um cara capaz de criar frases impagáveis e colocar muita acidez ( esprema dois sacos de 50kg de limão e beba tudo em um único gole e saberá do que estou falando ) em uma única tirinha, seguem abaixo alguns exemplos:
1. "Ilimitadas são suas limitações.";
2. "A moda, entre os fingidos, é fingir que ninguém finge.";
3. "A verdade é um acordo entre mentirosos.";
4. "Se eu me preocupo com os pobres? Apenas com os que andam armados.";
5. "Não abro mão do meu egoísmo.";
6. "Esta TV é o nosso anticoncepcional, querida.";
7. "Dei minha vida por ela e o que ganhei em troca? Herpes Genital.";
8. "A infância é uma época tão perfeita que nem impostos você paga.";
9. "Tive grandes mulheres, algumas com mais de cento e vinte quilos.".
Chega, confiram MUITO mais em www.malvados.com.br
Aproveitem e comprem alguma coisa lá no site do cara, afinal, nem só de pão vive o homem, também é necessário um whiskynho.
Ah, as tirinhas deste post são dele também.
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Continuando nossa maravilhosa lista, segue abaixo mais um álbum pra vocês procurarem e/ou conhecerem e/ou adorarem (tudo chupado do post anterior - Ctrl+C e Ctrl+V - ou vocês acham que eu iria digitar toda essa frase de chamada novamente?):
#3 Jeff Buckley - Grace
ano: 1994
Top 3 Hits: "Grace", "Lover, You Should´ve Come Over" e "Last Goodbye".
Disco irmão: Cowboy Junkies - The Trinity Sessions (1988)
Disco pai: Tim Buckley - Tim Buckley (1966)
Disco filho: Radiohead - The Bends (1995)
Para quem gosta de: Cantores poetas, vinho tinto, cigarros fortes e camisas.
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Depois me dizem que a internet não vale nada, graças a ela consegui encontrar mais dois amigos que julgava totalmente perdidos ( o Gambiarra e o Palmeira ) e graças a ela estamos programando um encontro no Bar da Devassa (aquele da cervejaria comentada em todas as revistas de gastronomia do país - e fora dele também, caro bagaray, mas, fazer o quê...), no Flamengo (seguindo as orientações do Fernandão, mas, confio em seu bom gosto).
Pô, mas, tem que ter muito saco pra enfrentar uma maratona de trânsito, balas perdidas, tempo perdido em viagens, etc e tal, só pra tomar um chope com os caras, mas, são os caras que me acompanharam de 1986 a 1988. Anos fundamentais pra que eu pudesse formar esta lista de 100 discos, saber degustar uma cerveja (cachaça, vinho, etc), saber inventar todas as desculpas que já joguei no colo de ex-namoradas e encontrar o rock´n´roll como ele realmente é.
Bons anos.
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Como não poderia deixar de ser, tem sempre um espacinho pra nossa política...
Com a (re)posse do Lula, algumas coisas precisam ser novamente definidas, entre elas a presidência da Câmara, disputada pelo Aldo Rebelo ( Surucucu do pântano ) e o Arlindo Chinaglia. Não conheço o trabalho do Arlindo, mas, detestei o trabalho do Aldo, achei-o repulsivo, ainda mais depois desse encontro de portas fechadas com o Renan Calheiros pra definição de 91% de aumento. Totalmente desprezível ou como diria o Chefe O´Hara, no Bátima - Feira da Fruta: "E como é que pode uma porra dessas, Bátima?". Vamos ver se vem alguma mudança pelo caminho.
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Se você clicou em algum lugar enquanto trabalhava com seu MSN e agora tem que ficar alertando aos seus amigos que as insuportáveis mensagens que aparecem em seu MSN são enviadas por um vírus e que eles não devem clicar nelas, sob pena de também serem infectados, seus problemas acabaram...
O negócio é o seguinte, um amigo do meu filho também sofria com isso, mas, como ele tá com tempo sobrando (férias do colégio, brigou com a namorada, etc), ele descobriu uma maneira disso desaparecer do seu MSN, mas, MAS, MMAASS, preste atenção...
Se você é um usuário iniciante, não tente fazer isso, você pode arrumar mais problemas do que os que já tem, entendido? Não me responsabilizo por qualquer mudança brusca de comportamento do seu micro, tranquilo?
Se você tem noção dos processos do seu micro, sabe que não deve mexer no registro sem fazer uma cópia antes, etc, essa xaropada toda, então siga em frente.
Estas são palavras do amigo Dã Mágbis (com algumas sugestões, claro):
"O processo pelo qual eu tive sucesso em remover, ou pelo menos desabilitar o vírus foi o seguinte: após infectar seu micro, o vírus passa a inicializar junto com o sistema, então, se ele for desabilitado da inicialização, ele não executa mais. Não há conhecimento de outro problema que esse vírus causa além de perturbar no MSN, então execute o comando regedit, na janela que se abre clique no sinal de mais (+) da pasta HKEY_LOCAL_MACHINE, depois no sinal de (+) da pasta SOFTWARE, sinal de (+) da pasta MICROSOFT, sinal de (+) da pasta WINDOWS, sinal de (+) da pasta Current Version, depois clique no sinal de (+) da pasta RUN.
No lado direito da janela vão aparecer todas as linhas de programas que são executadas na inicialização do sistema, delete aqueles que você julga inúteis ou que são desconhecidos por vc (OBS: cuidado para não deletar programas necessários). Feito isso, reinicie o sistema e se veja livre da pelação do vírus!"
Galera, o negócio é o seguinte, uma vez na pasta RUN, aparecerão vários programas que estão instalados em seu micro, se você mesmo os instalou, você perceberá que mais à direita estão todos os caminhos pra execução dos programas e/ou processos, guie-se por eles e seja feliz, se você não instalou PRN, chame um técnico ou alguém mais especializado e seja feliz também.
Espero ter ajudado (na transcrição deste processo pra vocês, pois ele foi descoberto pelo Dã, junto com o Filipe Uzai, meu amigo de faculdade).
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Post escrito sob a influência do Bob Dylan, eu tava ouvindo:
1. Changing of the guards;
2. Blowin´ in the wind;
3. All along the watchtower (adoro essa música).
Na verdade, estou ouvindo Bob Dylan o dia todo, meu filho tá de saco cheio, mas, é bom, ajuda a pensar.
Jimi Hendrix o ouvia incansavelmente, Bob Marley ouvia Beatles - Eleanor Rigby (outra ótima canção).
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Abraços a todos (pras meninas, principalmente).

quinta-feira, novembro 16, 2006

É mesmo falta de tempo...

Fala, galera.

Aproveito os poucos momentos de folga pra escrever as coisas que penso, vejo, falo e escuto. Mas, na verdade, eu só escrevo o que dá na louca, hehehehe.

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Aí, mais ausência, a falta de tempo tá phoda, véio.

Correria pra lá e pra cá, mas, estamos chegando no lugar.

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Se você dá pra escritor (hehehehe, não resisti), aproveite a chance de ter seu talento reconhecido.

O negócio é o seguinte... Caso você tenha o hábito de percorrer as livrarias da sua cidade, perceberá que muitos lançamentos pipocam pelas prateleiras e têm coisas que você olha e pensa: "Como publicaram uma porcaria dessas?". Saiba que pra cada livro publicado tem uma porrada que não é publicada, muitos autores resolveram não passar pelo gargalo dos editores e publicaram tudo direto na net, alguns até mandam direto pra net.

Aproveitando esse filão, a Prosa&Verso decidiu dar uma chance à galera e está publicando resenhas de muitos destes livros que estavam lançados ao limbo.

Aí, você deve estar pensando: "Eu dou pra escritor e até agora não vi onde isso pode me ajudar...". Pois bem, leia esta matéria que saiu no O Globo de 11/11/2006.


Para ter seu original resenhado pelo Prosa & Verso, você deve publicá-lo num site ou blog na internet e enviar o endereço para o e-mail: ineditos@oglobo.com.br. Apenas o link e uma breve apresentação do escritor devem ser enviados. E-mails com arquivos anexados serão desconsiderados. A seleção dos livros a serem resenhados ficará a cargo da equipe do caderno. Os autores dos livros que forem escolhidos serão contactados. O Prosa & Verso pretende publicar pelo menos uma resenha dessas por mês.

Sacou o lance? Se você acha que escreve bem, tem uns leitores gatos-pingados que apreciam o que você escreve e tem certeza que consegue fazer melhor que os caras que publicam porcarias por aí (livro com fotos da carreira da Xuxa - mas, não aparecem fotos do filme Amor, Estranho Amor), então faça como diz o Coxinha: "Bote quente!!!".

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Atenção!!!

Polêmica à vista...

Só continue se tiver certeza de seus atos, depois não venha me encher o saco com mensagens e paradas pela rua pra conversar fiado no meu ouvido, quer ler, leia, se não tiver certeza de sua racionalidade, não leia essa porra, tranquilo? Se vier conversar fiado no meu ouvido, vai ouvir...

Pois bem, gente, não sei como foi a infância de vocês, a minha foi baseada em rígidos padrões morais e religiosos e é sobre esses padrões religiosos que venho falar hoje.

Voltemos à ação, vivi sob a tutela de meus pais e minha avó até os dezesseis anos, neste período as coisas eram muito mais simples, não haviam exames que detectavam elevações no acído úrico, triglicerídeos ou colesterol (nem recomendações médicas pra maneirar com o consumo de álcool), assim como, até o ano de 1983, só havia uma religião pra minha pura, inocente virginal e ingênua cabeça, até que uma professora que, nos dias de hoje, considero pouco aproveitada por mim naquela época.

Ela renderia louváveis debates filosóficos, ela se chama Ângela, já a procurei pelo Orkut,mas o sucesso não foi meu companheiro nesta aventura.

O negócio é o seguinte, eu fui criado sob uma rígida (acredite, se quiser) filosofia religiosa, nela se baseava o que foi ensinado e deixado pra nós por Jesus Cristo durante suas andanças entre nós, reles mortais.

Se bem me recordo do que me foi ensinado desde que aprendi a ler, lá pelos idos de 1976 (vejam posts passados pra maiores informações), nos foi deixada UMA única religião, fundada por Jesus e disseminada pelos apóstolos Pedro (a Rocha) e Paulo (ex-Saulo, cobrador de tributos), após a reforma protestante, surgiu uma nova religião e após esta reforma surgiram outras novas religiões, na verdade, vêm surgindo até os dias de hoje.

Mas, no ano 33 d.C., nós só tínhamos uma e é esta que considero como única religião até os dias de hoje.

Veja bem, esta é a MINHA opinião, não me importo com a sua, cada um segue o que quiser seguir.

Pra vocês entenderem direitinho o porquê deste post, cabem algumas explicações...

Geralmente sou abordado pelas ruas, pessoas me enchem o saco pra que eu visite suas igrejas, templos, terreiros de macumba, etc.

Minha simples cabeça me diz que fazer o bem sem olhar a quem é uma das melhores coisas que podem ser feitas pra nos aproximar de nossos superiores (Deus, Jesus Cristo e cia.), então sigo fazendo minha parte.

Não vejo, nos dias de hoje (leia bem), necessidade de frequentar igrejas A ou B, vivo minha vida e me sinto muito próximo de Deus desta forma.

Amém.

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Impulsionado por um livro do Arnaldo Jabor, que peguei emprestado com Luana (a baixinha notável, imagine se tivesse 2m de altura?), estava debatendo com meu filho e disse a ele que invejava a facilidade dos dias de hoje, pois, na minha época as meninas não davam. Quando muito, poderíamos conseguir um sarro mais quente, uns beijos mais fogosos, mas, dar mesmo, neca.
As meninas que davam eram conhecidas, mal-vistas, ninguém as namorava, mas, todo mundo queria comer (machismo no mais puro estado - 99.9%).

Na verdade, todas davam, mas, tudo era muito escondido mesmo, assunto de Estado, descobrir um filão de moças puras que davam era tarefa das mais hérculeas pra nós, garotos de 13 a 15 anos, sem os mesmos recursos de hoje (tipo conhecer mulheres do outro lado do mundo, só ao apertar um botão).

Mas, nem tudo são flores, o que se ganhou em facilidade, se perdeu em qualidade, darei um exemplo simples... Viajei neste feriado pra outro estado e fui de ônibus (ó, tarefa ingrata) e no mesmo seguiram 6 meninas da faixa etária do meu filho (14 a 17 anos), pude perceber os diálogos e detestei tudo o que ouvi (antes de pensarem que eu estava de ouvido aberto pra conversa alheia, saiba que tudo era dito a plenos pulmões por todo o coletivo).

Somei isso à uma pesquisa que li no jornal, que dizia que mesmo com o aumento de bibliotecas públicas, a quantidade de leitores vai definhando mais e mais, ninguém mais tem interesse pela leitura, em alguns casos os alunos nem têm acesso aos livros, pois os mesmos ficam trancados em salas com várias portas (como as que eram transpostas pelo Maxwell Smart, o Agente 86 - saudosos anos) e tirei a seguinte conclusão: foi melhor viver no meu tempo mesmo.

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Você acha que o João Gordo passou do tempo, que não tem mais nada a acrescentar ao punk rock dos dias de hoje?

Você acha que o Dado Dolabella... Peraí, não tem nada pra dizer do Dado, ele é totalmente inexpressivo, incolor, inodoro e insípido.

Clica aí e veja com seus próprios olhos, esse lance rolou há três anos atrás, mas, só agora chegou ao Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ukcq0hREL7E

Ninguém merece...

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Bom, o post ficou grandão, mas, demorou bagaray pra sair.



Beijão pras meninas (mas, só pras que lêem).

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quarta-feira, outubro 04, 2006

Profundidades Superficiais


Fala, galera.
Muita correria, muita coisa pra fazer, muita coisa pra dizer e muita coisa pra gritar.
Semana agitada, tive vários pesadelos: Collor no senado, Clodovil eleito, Maluf também. Realmente, cada povo tem o governo que merece.
Ah, antes que me acusem de ser extremamente radical, gostaria de deixar claro que não votei nesta eleição, justifiquei meu voto, afinal estava a 120km de minha seção eleitoral, mas, se fosse votar, escolheria o Cristovam Buarque ou a Heloísa Helena. Não era essa a idéia de 2o turno que eu queria, mas, serve pra mostrar ao nosso presidente que não devemos contar com o ovo lá dentro da galinha, algo pode dar errado (no caso deste 2o turno, muito errado).
Gostaria de ter visto a cara de jumenta buchuda que deve ter ficado estampada em nosso presidente ao perceber, durante as apurações, que o fato de não dar a menor satisfação aos seus eleitores pode trazer algumas repercussões pro seu futuro (e nosso também).
Logo após o anúncio do 2o turno, ele declarou que não faltará a nenhum debate, só porque agora ele precisa. Como dizia o saudoso Bezerra da Silva: "A necessidade obrigou você a me procurar, você era orgulhosa, mas, a necessidade acabou com a sua prosa" (detesto pagode, mas, adoro partido alto e samba de raiz).
Teremos um combate maravilhoso nas urnas: um homem que se porta como um marido traído (é sempre o último a saber) contra um demagogo, abafador de CPI´s.
Parem o mundo que eu quero descer... (de novo)
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Continuando nossa maravilhosa lista, segue abaixo mais um álbum pra vocês procurarem e/ou conhecerem e/ou adorarem:
#2 Elliot Smith - Either/Or
ano: 1997
Top 3 Hits: "Speeds Trials", "Ballads of Big Nothing" e "Rose Paradise".
Disco irmão: Ron Sexsmith - Ron Sexsmith (1995)
Disco pai: Nick Drake - Five Leaves Left (1969)
Disco filho: Badly Drawn Boy - About a Boy, trilha sonora (2002)
Para quem gosta de: Chorar no escuro, pensar na mulher amada e sentir a brisa do mar à noite.
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Post pequeno, apareceu mais pra não deixar vocês, meus quatro fiéis leitores, sem novidades.
Estou testando novas paradas e postarei tudo na próxima semana.

Abração a todos.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Clichês Inéditos


Fala, galera.
Estou testando algo que vai mudar um pouco minha vida e a de vocês também, fiéis leitores deste periódico sem periodicidade.
Bom, vamos à tão maravilhosa boa nova...
Sabe aqueles momentos em que você perde uma oportunidade por não estar com algo em mãos pra registrar um momento?
Pois bem, pensando nisso, criaram a máquina fotográfica, mas, se seus momentos não se registram com fotos e sim com textos ou cálculos, entre na onda dos aplicativos da web 2.0.
Você me perguntará/afirmará: "Que porra é essa? Esse cara é doido... Nada a ver.".
Vamos à explicação destes fatos:Vocês, meus quatro fiéis leitores, perceberam que este blog tem sofrido alguns atrasos em sua periodicidade imperiódica, estes atrasos se davam pelo fato da vida estar bastante corrida e também porque não ando com caderninhos de anotações pra tomar nota de tudo que acontece ou que se passa pela minha cabeça, tampouco estou em casa quando as idéias pintam, mas, agora meus problemas acabaram...
Minha única restrição é ter um micro e uma conexão à web e posso compartilhar arquivos com pessoas em qualquer canto do mundo (vocês dirão: "Esse cara tá muito atrasado, eu faço isso no meu MSN a todo momento, envio mails pra todo mundo, tá tudo compartilhado"), mas, pensem que estão trabalhando com um cara que mora em Glasgow (terra do Belle & Sebastian) e a digitação de um texto em comum acordo se faz necessária no menor tempo possível, obviamente, teremos três opções pra realizar isso...
1a. Você viaja pra Glasgow e digita o texto ao lado do cara (tente aproveitar alguma promoção ou esvazie seu pacote de milhagens);
2a. O cara viaja pra cá e digita o texto ao seu lado;
3a. Abra uma conta em algum aplicativo da web 2.0 e permita que esta pessoa faça alterações, vocês podem conversar pelo skype e digitar juntos (juntos mesmo) o texto do documento ou as contas da planilha.
Creio que a 3a opção é a mais viável em todos os sentidos.
Mas, onde essa lenga-lenga vai ajudar vocês a lerem com menos tempo de espera este tão maravilhoso blog?
Simples, agora posso escrever onde eu quiser, estou digitando este blog no micro de casa, mas, o terminarei e postarei no micro da faculdade, por que isso?
Porque ele está liberado na net (somente pra mim, claro), estou digitando-o no Writely, um editor de textos on-line e que guarda os documentos em algum lugar dos servidores da Google.
Pra saber mais e aproveitar mais dos aplicativos da web 2.0, entre nos seguintes endereços:
Writely (processador de textos on-line): www.writely.com
Google Spreadsheets (planilha on-line): http://spreadsheets.google.com
Goowy (sistema operacional on-line, é isso mesmo): http://www2.goowy.com/
Windows Live One Care (anti-vírus, verificador de registro, anti-spyware, anti-trojan, anti-um monte de trem online): http://safety.live.com/site/pt-br/default.htm
Ferramenta de Idiomas do Google (tradutor on-line): http://www.google.com.br/language_tools
Com exceção do Windows Live One Care e do Goowy, todos os outros aplicativos são da Google; partindo desta premissa, dá pra imaginar duas situações para o futuro:
1a. Se eu fosse vocês, ficaria de olho na Google, ela tem mais um monte de aplicativos, boas idéias e disponibiliza tudo gratuitamente grátis (pleonasmo intencional, hein);
2a. Se eu fosse a Micro$oft, faria um novo pacote do Office fuderosíssimo e barato pra justificar o gasto de centenas de dólares por algo que estão dando de graça por aí.Imagino que o resultado dessa briga é muito previsível.
Aproveitem aí, galera.
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Eu escrevia numa comunidade do Orkut, mas, por incrível que pareça, lá eu tinha menos leitores que aqui, então resolvi presentear vocês com esta série que rolava por lá...
É toda chupada (na maior cara de pau) de um livreto que comprei há um tempo atrás, mas, com um título por deveras instigante, vejam abaixo...
Ah, ia esquecendo...Gastem sua banda e baixem alguns dos discos que eu postar aqui, todos valem a pena.
100 discos que você precisa ter... pra não passar vergonha.
#1Nick Drake - Way to blue: an introduction to Nick Drake
Ano:1994
Top 3 Hits: "Poor Boy", "Pink Moon" e "Way to Blue"
Disco Irmão: Joni Mitchell - Blue (1971)
Disco Pai: Leonard Cohen - The Songs of Leonard Cohen (1968)
Disco Filho: Jeff Buckley - Grace (1994)
Pra quem gosta de: Trovadores solitários, letras profundas e lágrimas sinceras.
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Aí, galera, segundo uma pesquisa da DataFolha, parece que vem aí uma avalanche de votos nulos.Os eleitores (a melhor moeda em circulação no país até as eleições) se mostraram cansados de tanta avacalhação e desrespeito.
Candidatos que se mostram tão interessados em ajudar às pessoas, mas, que realmente só querem engordar suas contas, daí, a galera fica desmotivada ao extremo (voltamos ao ponto principal da pesquisa).
A pesquisa diz que cerca de 18% dos eleitores querem anular seus votos pra Câmara Federal, outros 16% querem anular seus votos pra Assembléia Legislativa.
São percentuais enormes pra um país que chegou a ter 2,9% de votos nulos (sobe pra 7,9% se computarmos também os votos em branco) na eleição de 2002.
Precisa dizer algo mais? Claro que não.
O que eu acho disso?
Tudo bem que os caras não valem nada, tudo bem que ele mentem na maior cara de pau, tudo bem que pra ter a grana suficiente pra entrar nessa vida política eles têm que se vender pra um monte de interessados na outra moeda, a que passará a valer muito mais depois das eleições, os candidatos eleitos. Mas, não dá pra virar as costas pra essa porcariada toda, sem seus votos, só sobrarão os votos de quem é facilmente influenciável, então abra os olhos e vote, mas, procure interrogar e pegar algum meio de contato posterior com seu candidato, pra poder encher o saco dele depois das eleições.
Ah, a pesquisa também afirmou que se o voto não fosse obrigatório, cerca de 49% dos eleitores nem se dariam ao trabalho de aparecer nas urnas e 57% dos eleitores não se lembram de quem votaram nas últimas eleições.
Concordo que sair do conforto do lar pra encarar uma fila e votar numa corja de vagabundos não é fácil, então faça tudo isso e vote em alguém que se mostre competente e acessível a você durante o mandato dele.
Espero ter ajudado.
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Tech News
Brasil terá lote de laptop de US$ 100 em novembro
Sexta-feira, 25 de agosto de 2006 - 18h46

SÃO PAULO – O Brasil receberá um pequeno lote com amostras do notebook de US$ 100 produzido pela organização OLPC (One Laptop Per Child) em novembro deste ano.
Os computadores serão testados e avaliados por universidades e membros dos ministérios envolvidos no projeto de inclusão digital do governo.
A OLPC diz que ainda não pode produzir em larga escala seu laptop de baixo custo com fins educacionais, mas iniciou a fabricação de protótipos para serem testados pelos países que desejam aderir ao projeto. O Brasil manifestou interesse em comprar até um milhão de unidades dos computadores portáteis.
De acordo com a Agência Brasil, técnicos da Presidência da República e dos Ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia poderão testar o notebook. Após os testes, o Brasil poderá sugerir mudanças no projeto dos computadores.
A OLPC afirma que só vai iniciar a produção em larga escala dos computadores quando tiver pelo menos 5 milhões de computadores encomendados. A organização precisa de ganho de escala para garantir o baixo custo final do produto.
Felipe Zmoginski, do Plantão INFO
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Fugitivo é encontrado através de Skype
Kobi Alexander, fundador da empresa de tecnologia Comverse, fugiu dos Estados Unidos depois de ser acusado de fraude em um escândalo de ações que envolvia a companhia.Menos de dez dias após a fuga, o executivo foi encontrado no Sri Lanka, através de uma ligação feita no programa VoIP Skype.
Um investigador particular foi usado para encontrar o executivo, que acreditavam estar em Israel, para onde havia transferido US$ 57 milhões, ou até mesmo Alemanha, que não tem acordo para extradição com os Estados Unidos, porém uma ligação de apenas um minuto foi suficiente para que a investigação tivesse um fim e a localização de Alexander fosse descoberta.
A ligação foi feita de Colombo, Sri Lanka, e alertou as autoridades para seu paradeiro, que levou oficiais até a vila de Negombo, onde estava escondido. Alguns companheiros de Kobi já haviam sido presos pelo FBI, e uma imagem de procurado que estampava a capa do site da polícia federal americana agora já foi retirada do ar. Autoridades dos Estados Unidos acusam o executivo de arrecadar para fins pessoais dezenas de milhões de dólares dos investimentos de acionistas de sua empresa.
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Às vezes pensamos que sabemos de tudo, às vezes temos certeza disso e às vezes descobrimos que não sabemos nada.
Descobri um tesourinho escondido nesta tarde, sim, é de você mesma que estou falando.
Apareça sempre, é bom conversar com quem usa a cabeça e o coração.
Beijo
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That´s all, folks

terça-feira, agosto 15, 2006

World Press Photo

Fala, galera.
Tanto tempo sumido... Normalmente, eu apresentaria as mesmas desculpas, mas, o negócio é que eu tava sem saco pra postar qualquer coisa, perdi um outro amigão na semana passada, mas, pra esse blog não ficar com cara de velório, basta que só eu me lembre do Hamiltão da maneira que gosto de lembrar (“Que isso aí, xará?”).
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Desde o tempo da saudosa novela de rádio “A Ponte do Suspiro” (só o Carazevedo mesmo) que se diz que uma imagem vale mais que mil palavras, associado a isso encontrei um site com as fotos do ano, dos últimos 50 anos.
Pra você que acha que a internet é só mais uma maneira de conseguir mulheres/homens, veja este site e depois me diga o que achou, tô aqui pra isso...

http://www.worldpressphoto.com/index.php?option=com_photogallery&task=blogsection&id=15&Itemid=115&bandwidth=high
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No início deste ano, conheci esta música e não consigo mais tirá-la da cabeça (afinal, ela é linda mesmo e serve pras paixões loucas que aparecem), se você a conhece e toca violão, guitarra, teclado ou baixo, vai um presente pra você, afinal a cifra que encontrei estava errada, então fiz correções. Aproveitem...

Flor do Futuro
Claudio Zoli

Intro. ( C#m7 D7M )

C#m7 D7M
Tudo bem estava inseguro,
C#m7 D7M
pra lhe dar essa flor trouxe pra você
C#m7 D7M
Tudo bem A flor do futuro,
C#m7 D7M
vai abrir mil caminhos você vai ver

Esus A#7 A7M G#m7(b5) C#7(b9) D7M Esus
Rios de prazer, um brilho de um olhar

A7M G#m7(b5) C#7(b9) D7M Esus
Não vá dizer que não te adoro

A7M G#m7(b5) C#7(b9) D7M Esus
Não vá dizer que não te adoro

D7M Bm7
Baby o que que há ?

D7M Bm7
Baby o que que há ? Eu sei
D7M
Baby eu sei que há

G#m7(b5) C#7(b9) D7M Esus
Eu não vivo sem você
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Não consegui bons resultados testando o VoIP aqui em casa, poucos serviços me agradaram, mas, posso destacar o Vono (maravilhoso e com uma qualidade sonora impressionante, além de possuir um macete interessante, quem for observador, verá. Meu filho descobriu junto com os amigos) e o Skype (ainda não experimentei o SkypeOut, mas, presumo pela qualidade do SkypeIn e pelos comentários do Carlos Alberto Teixeira - http://catalisando.com/ ).
E no outro extremo da qualidade, posso destacar os serviços do RoboVoIP ( www.robovoip.com.br ), apesar de ter recebido muita atenção de seus representantes, a conversação necessita de muita banda. Imagino que não estejam tão avançados tecnologicamente, pois seus concorrentes conseguem apresentar resultados melhores com os mesmos recursos.
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Pra quem visita sempre, o blog da Qtdo mudou, digitem em seus navegadores www.fotolog.com/luanaramoss
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Consegui alguns links pra baixar boa música, creio que alguns já foram postados, mas, deixo essa triagem (alô, Celso Silva) por conta de vocês, peguem aí...

http://rockdelirious.blogspot.com/
http://mp34all.blogspot.com/
http://www.feijaotropeiro.blogspot.com/
http://matt-ori.blogspot.com/
http://mercadodepulgas.blogspot.com/
http://360grauss.blogspot.com/
http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/
http://balacobaco2.blogspot.com/
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Outros interessantes pra quem gosta de flash associado à boa música:
http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm
http://www.mightyfudge.com/webtoons/dressy/dbmenu.html
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Gente, hoje tô sem inspiração, mas, tem algumas coisas pra vocês lerem até ela (a inspiração) aparecer.

Abração a todos (beijos só pras meninas).

segunda-feira, julho 17, 2006

Réquiem

Fala, galera.
Este domingo (16/07) foi um dia um pouco complicado, devido à noite anterior que foi mais complicada ainda. Nos finais de semana meu metabolismo sofre algumas alterações que se refletem durante toda a semana.
No sábado (15/07), acordei cedo, vim pro micro e resolvi desenhar alguns projetos que havia fechado na sexta anterior. Desenhei um pouco, fui pra janela ver as crianças brincando, tomei uma cervejinha antes de almoçar e dormi, acordei por volta de 18h e fiquei preocupado, sabia que não dormiria novamente tão cedo. E foi o que aconteceu, eram 6h da manhã do domingo (16/07) e eu ainda não havia pregado os olhos, estava agitado com os problemas financeiros (eles nunca acabam) e com os problemas familiares, afinal meu pai tava internado e em estado grave, vitimado por uma varize que havia estourado em seu esôfago.
Às 6h12min, o celular tocou, era minha irmã me comunicando o falecimento do meu pai, recebi a notícia tão calmamente que até fiquei espantado, levantei (já que não iria mais dormir mesmo) e me preparei pra dar meu último adeus ao velho (nem tão velho assim, ele tinha 58 anos).
Comuniquei a notícia aos vizinhos mais próximos (são os mesmos que ficam perambulando pelas ruas comigo quando acordo cedo), conversei um pouco com eles e parti pro velório, ainda sem sair da cidade, fui interrompido pela minha família daqui (meus vizinhos), que me informavam que não me deixariam sozinho nesta empreitada, iriam comigo ao velório e sepultamento.
Voltei pra casa, me encontrei com os vizinhos,fui conversando e brincando com eles até chegar ao velório, estava tranqüilo, parecia que uma onda de serenidade havia se apossado de mim, mas (sempre tem um “mas”), ao deparar com o mesmo cara que conheci há 33 anos atrás, deitado num caixão, usando a mesma roupa que ele havia pedido pra usar nesta ocasião, foi demais pra mim.
Me senti aliviado ao descarregar meu estoque anual de lágrimas (me lembro de ter chorado há alguns anos atrás, então eu estava com superávit de lágrimas). Sabe o que acontece nestes momentos? As lágrimas saem automaticamente, não precisam de nenhum outro tipo de estímulo.
É impressionante como a minha memória, que eu julgava decrépita e ineficiente, se mostrou ativa e altamente detalhista ao relembrar alguns momentos que eu achava esquecidos.
Lembrei de quando peguei dinheiro com ele pra levar minha ex-esposa (na época era namorada) ao cinema (1989); de quando rimos despreocupados numa mesa posta em sua casa com alguns amigos meus que, apesar de pouco conhecer, ele tornou seus (1997); de quando ele me levou pra fazer curativos em meu pé recém-operado (1984); de quando meu irmão mais velho pediu a ele permissão pra se matricular em um curso de informática e ele sugeriu que fosse investido dinheiro em alguma coisa mais segura, tipo datilografia (1985); de quando ele assumiu os deveres da casa após o falecimento da minha mãe (1990); de quando ele reclamava ao ouvir os discos de vinil com os sucessos do rock dos anos 80 (“Isso não é música” – esbravejava) (1984, 1985, 1986, 1987, etc); e de quando o vi pela última vez no leito do hospital, entubado e com os olhos e a pele amarelados, devido à grande quantidade de sangue que perdeu durante a crise que culminou em sua internação (12/07/2006).
Estava me sentindo muito à vontade ao chorar no velório, desciam pelos meus olhos agradecimentos por tudo o que ele passou pra encaminhar todos os filhos, o ponto onde chegamos era muito mais do que ele poderia supor, em sua humilde imaginação.

Descanse em paz, Velho.
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Não esperem analogias ao Dagomir Marquezi, ao Sérgio Porto, ao Josias de Souza ou ao Angeli, estou com MUITA vontade de chorar.Abraços a todos.

sexta-feira, julho 07, 2006

Receita pra se fazer um herói (feliz)

Fala, galera.
O negócio é o seguinte...
No longínquo ano de 1976, eu completava quatro aninhos de idade (tem uma foto dessa época no meu perfil do Orkut), nesse mesmo ano que eu aprendi a juntar uma série de figuras estranhas que a Dona Sônia, no extinto Colégio Municipal Duque de Caxias, me mostrava com tanta dedicação, nasceu neste momento a minha capacidade de ler qualquer coisa. E junto veio a vontade de ler qualquer coisa. O tempo passou, os gostos mudaram (naquela época eu era apaixonado pela Dona Sônia, hoje não me apaixono com tanta facilidade) e a leitura também mudou. Mas, uma coisa é certa, neste ano completarei 30 anos de casamento com a leitura.
Vocês devem estar pensando: “Mas, que lenga-lenga nostálgico é esse? Ninguém merece essa xaropada...”
Bem, tudo isso se encaixa da seguinte forma: na faculdade eu troco umas idéias sobre literatura brasileira com uma pessoa, sobre literatura vitoriana com outra pessoa, sobre livros técnicos de Eletrotécnica com outra, sobre livros matemáticos com outra e sobre quadrinhos (a nona arte) com meu amigo Tiagão.
Revirava meus furdunços de alfarrábios aqui em casa, procurando uma leitura indispensável a qualquer leitor de quadrinhos decente (e que já foi tema de um post deste mesmo blog, procurem e achem aí pra baixo) pra emprestar ao Tiagão, encontrei-a e folheei suas páginas empoeiradas, foi quando me deparei com uma palavra que havia passado despercebida em minhas leituras anteriores, a palavra era UMSLOPOGAAS. Abri meu navegador e digitei numa página de busca essa palavra.
Qual não foi minha surpresa ao descobrir que se tratava de uma receita pra felicidade, e resolvi transcreve-la pra vocês.

Os ingredientes são os seguintes:
. Dois limões;
. Uma conexão razoável à internet;
. Uma dose razoável de cachaça (em torno de 100ml);
. As três edições do 1° volume de “As Aventuras da Liga Extraordinária”;
. Açúcar a gosto.

Modo de preparar:
Num copo de vidro, coloque a dose de cachaça, corte os limões ao meio e esprema-os no copo, adicione açúcar até ficar no ponto.
Sente-se confortavelmente em frente ao seu micro, abra seu navegador e digite na barra de endereços: http://br.geocities.com/alanmooresitebr/anotacoesliga.html
Clique em Capítulo I – Sonhos de Império, abra a 1ª edição (de papel) de “As Aventuras da Liga Extraordinária” e vá seguindo o roteiro traçado.

Indicado para:
. Quem já leu alguns livros de Sir Arthur Conan Doyle, Edgar Alan Poe e outros clássicos da era Vitoriana;
. Quem se amarra em saber o significado de tudo;
. Quem gosta de analisar tudo friamente;
. Quem sabe que escrever não é só escrever, na verdade é 10% de inspiração e 90% de pesquisa (pensou que eu ia digitar transpiração, né?);
. Quem já ouviu falar qualquer coisa sobre Alan Moore.

Se você não tem nada a ver com o que eu disse acima, desconsidere tudo isso e espere o próximo post, mas, se você se encaixa em uma (só uma que seja) das características, reúna os ingredientes (peça emprestado, roube, compre, dê seus pulos) e faça a receita ao pé da letra. Veja como a felicidade é mais simples e mais possível do que parece.

Espero ter ajudado a todos (vou beber mais uma).

Abraços

quarta-feira, julho 05, 2006

"Dinheiro rola, dinheiro é a mola do mundo" - Cláudio Zoli

Fala, galera.
Pô, acordei hoje disposto a resolver um monte de coisas pela rua, mas, decidi, após consultar minha carteira, deixar pra fazer tudo na parte da tarde, pois, no momento, só tenho R$0,05 (isso mesmo, cinco centavos) no bolso e me encontrarei com um cliente daqui a pouco e pegarei um ca$calho com ele, pois posso precisar de alguma urgência na rua.
Pra me manter informado, resolvi dar uma checada nas notícias e tasqueopariu, só nojeiras acontecendo. Mas, antes de prosseguir, só um adendo: Meu irmão me ligou falando que o blog estava se tornando muito político, mas, não dá pra fugir disso, ainda mais quando nos fazem de otários com tanta tranqüilidade.
Pois bem, voltando ao rumo da conversa, abri as páginas dos jornais habituais e quase morri de decepção e vergonha com meus R$0,05.

Sintam o drama:

. O Cristóvam Buarque informou ao Tribunal Superior Eleitoral que pretende gastar em sua campanha somente R$ 20.000.000,00 (é isso aí, vinte milhões de reais). Pô, o cara só tem 1% (ou até menos) nas pesquisas, ele entra sabendo que não vai ganhar, mas, se dispõe a gastar essa grana que resolveria a vida de um monte de gente (a minha, principalmente);

. O tesoureiro escolhido pra campanha do Lula, o ex-prefeito de Diadema José Fillipi Jr, está sendo investigado pelo Ministério Público, a razão dessa perseguição é a seguinte: Ele devia R$ 183.000,00 à Justiça, como multa por ter cedido out-doors da Prefeitura pra uma campanha da C.U.T. (pô, todo mundo errado). Em agosto de 2003, ele tentou negociar essa dívida, com uma proposta de pagar R$2.000,00 por mês, proposta negada. A dívida vinha rolando, até que há três meses atrás, ela foi paga na íntegra. Isso levantou a suspeita do Ministério Público, que vinha monitorando as contas bancárias do Fillipi e sabia que ele nunca teve mais que R$25.000,00 em conta e aumentou a preocupação com o fato de que, uma vez tesoureiro da campanha de Lula, Fillipi verá passar por suas mãos uma quantia da ordem de $50.000.000,00 a R$80.000.000,00, imagina a festa que ele fará. Já tô preocupado com a quantia que o Alckmin pretende gastar.
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Sabe o que penso disso?
Não há como pregar honestidade sendo desonesto logo de cara, calçando a campanha em cima de sujeiras como estas. Não sei em quem votar e nem sei se compensa votar. Não tem ninguém sério.
Pô, e depois vão às TVs pra dizerem assim: "Eu não sei de nada", aparecem relatórios de CPI´s pra dizer que todo mundo é culpado menos quem deveria realmente ser.
Quem não sabia de nada era eu.
Bato palmas pro Ministério Público e cubro de vaias a burocracia e as brechas que as leis possuem, que impedem que um monte de gente comprovadamente culpada encontre seu castigo.
Desanima, darei meus R$0,05 pra filha da minha vizinha comprar uma bala no barzinho da esquina.
Abraços a todos.

terça-feira, julho 04, 2006

Lends Picantis in Anus Autrem Q´Sucus Est

Fala, galera.
Encontrei esse texto na web e me achei na obrigação de remetê-lo a vocês.
Tava no blog do Josias de Souza, que escreve pra Folha de São Paulo ( http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br ).
"Franco favorito em todas as pesquisas de opinião, Lula ainda não definiu se vai ou não participar de debates na televisão com os demais candidatos. Está convencido de que será transformado em saco de pancadas por todos os adversários. E hesita, por ora, em dar uma palavra final sobre o seu comparecimento nos debates.

O dilema é uma novidade para Lula. Nas quatro campanhas presidenciais que disputou como candidato de oposição ele sempre pugnou pela realização de debates. Agora, cavalgando um favoritismo que lhe atribui intenções de voto suficientes para vencer a eleição em primeiro turno, Lula é mais cauteloso.

A TV Globo promoveu no último dia 30 de junho uma reunião com os marqueteiros dos principais candidatos. Compareceram representantes dos comitês de Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Heloisa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT). Discutiu-se um pacote de entrevistas para o Jornal Nacional e um confronto direto entre os candidatos, agendado pela emissora para o dia 28 de setembro.

Acertaram-se as entrevistas. Ficou definido, por sorteio, que Alckmin será o primeiro a ser ouvido, no dia 7 de agosto. Lula será o último, no dia 11. Diferentemente dos demais concorrentes, que serão argüidos no estúdio da Globo, Lula será entrevistado no Palácio da Alvorada. Na hora de acertar o debate, porém, João Santana, o marqueteiro de Lula, esquivou-se de assumir qualquer tipo de compromisso. Não disse nem sim nem não. Afirmou apenas que o assunto ainda estava em discussão.

A Globo entregou aos marqueteiros um documento contendo as regras das entrevistas e do debate. Combinou-se que, depois de lido, o papel deveria ser assinado por prepostos autorizados pelos candidatos. Cristovam e Heloisa Helena já deram indicações de que nada têm a opor. Consultado nesta segunda-feira, Alckmin também confirmou à sua assessoria que irá ao debate. Só Lula ainda não deu a palavra final.

O debate da Globo não é o mais espinhoso. A data escolhida para o evento –28 de setembro— coincide com o penúltimo dia da propaganda eleitoral dos partidos na TV. Dificilmente uma eventual derrapada verbal do presidente seria explorada pelos adversários. O problema é que outras emissoras também desejam promover debates. A Bandeirantes organiza o seu para os primeiros dias de agosto, antes do início oficial da propaganda gratuita, marcada para 15 de agosto. O SBT também já contatou os comitês de campanha, manifestando o interesse em promover um embate ao vivo.

O excesso de debates deixa Lula com um pé atrás. Ele acha que está condenado a virar alvo. Expulsa do PT no início da gestão Lula, Heloisa Helena não tem motivos para contemporizar. Demitido do Ministério da Educação pelo telefone, Cristovam também não morre de amores pelo presidente. Ávido por recuperar terreno nas pesquisas, Alckmin tampouco tem razões para exibir um comportamento dócil.

Para complicar, Lula ainda rumina um trauma em relação à Globo. Atribui a derrota para Fernando Collor nas eleições presidenciais de 89 a uma edição “injusta” de um debate que travou com o adversário. Foi ao ar no Jornal Nacional do dia 15 de dezembro, antevéspera do segundo turno da eleição, ocorrido no dia 17 de dezembro de 89, um domingo.

Lula e o PT acusam a Globo de ter veiculado um extrato do debate que teria sido editado com o objetivo deliberado de favorecer Collor. Nos próximos dias, o presidente terá de se definir. Conforme o acerto pactuado na reunião do último dia 30 de junho, a Globo ficou de cobrar dos comitês dos candidatos uma posição em relação ao documento que estipula as regras para as entrevistas no Jornal Nacional e para o debate do dia 28 de setembro."
É, galera, a coisa é feia.
Ah, ia esquecendo, se quiser saber a tradução do título deste post, mande um mail pra eduardonaweb@gmail.com, com o título Tasqueopariu.
Abraços a todos.

segunda-feira, junho 26, 2006

The League of the Extraordinary Gentleman : The Black Dossier


Fala, galera.
Estou dando enfarte até agora com a novidade que apareceu em meu monitor neste momento.
Sairá nos EUA, em outubro deste ano o terceiro volume da série mais genial, mais supimpa, mais colossal que já apareceu nos quadrinhos. É claro que estou falando da Liga Extraordinária.
A história não é uma continuação dos dois volumes anteriores, pois a Liga encontrou seu fim no segundo volume. A história se passa na Inglaterra, na década de 50 e as duas primeiras histórias datam de 1898.
Dá pra perceber que a Mina Murray tá na ativa, assim como o Alain Quatermain (só que ele foi rejuvenescido - não me perguntem como). Se nas séries anteriores o Alain Quatermain, mais amarrotado que maracujá de gaveta, dava uns pegas na Mina Murray, com ele rejuvenescido nem sei o que pode rolar.
Nas páginas do segundo volume, apareciam várias versões da Liga Extraordinária e esta é mais uma (eu adorava a anterior), eles se reúnem pra correr atrás do Dossiê Negro, que tem respostas sobre as Ligas anteriores (pô, devem aparecer detalhes sobre as outras versões, legal bagaray).
Sempre achei a literatura da era vitoriana sensacional, mas, nunca pensaria em juntar os pesos pesados da época em uma Liga contra o mal (até porque alguns já eram o mal encarnado), mas, o Alan Moore é fera.
Se você só conhece a Liga através daquele filme ridículo que saiu pra promover o Sean Connery, corra em sebos, livrarias, amigos, peça emprestado a qualquer um que tenha esses clássicos e leia, veja quanto tempo se passou até que você soubesse o que é bom.
Histórias mais profundas que o meu saldo devedor no banco e de sabor mais agradável que a batida de maracujá que estou bebendo agora (maracujá, açúcar e cachaça).
Escrita pelo genial Alan Moore e desenhadas pelo sensacional Kevin O´Neal.
Esqueça as adaptações cinematográficas de: Constantine, Liga Extraordinária, V de Vingança, nada disso é do Moore.
Leia antes e veja depois, só pra ter idéia do quanto o seu dinheiro tem significado pra galera de Hollywood.
Bom, foi um post rapidinho.
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Encontrei uma pessoa nota 10 hoje, é a Qtdo (nome complicado). Sempre cheia de idéias e direta e reta. Gente boa.
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Abraços a todos.